Longe dos olhos

Ensaio fotográfico sobre invisibilidade faz refletir sobre o fascínio do tema

Você certamente conhece a máxima de que “quem não é visto não é lembrado”. Mas e se o caso for justamente não querer ser visto ou lembrado? O poder tão cobiçado pelos voyeurs, a magia que se manifesta tanto na ficção científica quanto na mitologia, a fórmula/tecnologia que já virou tema de séries de TV e de filmes no cinema volta a entrar em pauta com a divulgação de um ensaio fotográfico que chama a atenção por mostrar… nada. A invisibilidade é o objeto em cena do fotógrafo espanhol Pol Úbeda Hervàs, cujo trabalho, intitulado “I’m Not There”, revela sua angústia interior de não conseguir mais se reconhecer. A reflexão é válida, e muito, afinal quem de nós já não se tornou um mosaico do universo ao redor a tal ponto de acabar comprometendo a tarefa de identificar o que é a própria opinião e o que é a indução do meio? Estando imersos em tanta informação, fica difícil definir quem é você e quem é aquele ser social que cumpre variados papéis em casa e no trabalho, tornando-se sutil e enevoada a distinção entre o ator e o personagem. Tornamo-nos invisíveis a nós mesmos. Essa é uma abordagem à parte para a invisibilidade, havendo diversas outras que merecem ser discutidas a sério, como a vivida pelo psicólogo social Fernando Braga da Costa, que, ao se passar por gari em uma pesquisa de tese de mestrado, percebeu que esse tipo de profissional é praticamente um ser invisível no cenário urbano, visto que, durante todo o tempo em que participou da experiência, não recebeu um único “bom dia” das centenas de pessoas que passavam por ele nas ruas diariamente. Aqui estão diferentes (com o perdão do termo) pontos de vista sobre o assunto: uma foto de Pol Úbeda Hervàs, com conotação artística, e outra de Howard Schatz, com propósito publicitário; em seguida, um divertido videoclip do Garbage no qual a vocalista, Shirley Manson, faz uma performance insinuante mesmo sem poder ser vista, e outro de Lisa Stansfield mostrando o quanto seria gostoso passear pelas ruas como ela veio ao mundo (invisível ou não) após um refrescante banho de imersão; e, para fechar, um hilário vídeo de câmera indiscreta no qual um motorista fantasma para seu carro em vários drive thrus, encerrando com um achado sensacional: uma edição de “Asas Do Desejo” (filme dirigido por Wim Wenders que, cabeça a cabeça com “Paris, Texas”, é sua obra mais premiada) tendo por trilha sonora a música “Pyramid Song”, do Radiohead, com a voz fantasmagórica de Tom York fazendo fundo para cenas absolutamente hipnóticas pela deslumbrante fotográfica PB – o filme é sobre anjos que sobrevoam Berlim sem poder ser vistos pelos mortais, a não ser pelas crianças, cujos olhos ainda não foram contaminados por aquilo que os adultos definem como “real”.

Pol Ubeda Hervas - Im Not There

08 - Howard Schatz - Joyce Theatre

Mais no íntimo:

http://www.dailymail.co.uk/news/article-2264457/Can-personality-picture-Artist-Pol-beda-Herv-s-thought-provoking-images-shadow-supposed-really-is.html

http://diversao.terra.com.br/arte-e-cultura/homem-invisivel-faz-fotos-da-propria-sombra-usando-tenis,e56092c47085c310VgnVCM5000009ccceb0aRCRD.html

http://www.cmqv.org/website/artigo.asp?cod=1461&idi=1&id=1202

http://www.feeldesain.com/im-not-there-pol-ubeda-hervas.html

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O modernismo e as mulheres de Di Cavalcanti

Museu Oscar Niemeyer exibe pinturas do idealizador da Semana de 22

Pintor, comunista, caricaturista, ilustrador, designer de jóias e combatente ferrenho do movimento abstracionista, assim foi Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo. Com aproximadamente 80 peças suas em exposição, o MON faz uma homenagem a este artista que também coroa o aniversário de dez anos da existência do museu curitibano. Uma ótima oportunidade para se apreciar as obras do pintor que idealizou e organizou o evento mais importante do modernismo brasileiro: a Semana de Arte Moderna de 1922. Realizada no Teatro Municipal de São Paulo, foi um divisor de águas para artistas e público quanto ao entendimento dos rumos que a arte teria no país, e isso em meio a vaias entusiasmadas contra talentos do quilate de Villa-Lobos, Manoel Bandeira e Anita Malfatti, que chegou a ser duramente criticada até por Monteiro Lobato. Tanta ira contra os artistas originava-se na noção dos conservadores de que o Modernismo era um “vale tudo” no campo da arte, uma percepção que caía por terra com o fato de Di Cavalcanti ser um contundente inimigo do abstracionismo, movimento que era ainda mais radical na ruptura com o formalismo na pintura. Aqui estão algumas pinturas em que Di Cavalcanti retrata mulheres (um de seus temas mais recorrentes), começando por um dos quadros mais famosos que está na exposição do MON, tendo inclusive já sido tema de selo comemorativo.

Di Cavalcanti - As Cinco Moças De Guaratinguetá

Di Cavalcanti – As Cinco Moças De Guaratinguetá

Di Cavalcanti - A Mulher Do Caminhão

Di Cavalcanti – A Mulher Do Caminhão

Di Cavalcanti - Colonas

Di Cavalcanti – Colonas

Di Cavalcanti - Mulata

Di Cavalcanti – Mulata

Di Cavalcanti - Mulher E Paisagem

Di Cavalcanti – Mulher E Paisagem

Di Cavalcanti - Mulheres Facetadas

Di Cavalcanti – Mulheres Facetadas

Di Cavalcanti - Mulheres

Di Cavalcanti – Mulheres

Di Cavalcanti - Retrato de Ivette

Di Cavalcanti – Retrato de Ivette

 

Mais no íntimo:

http://www.museuoscarniemeyer.org.br/exposicoes/exposicoes/dicavalcanti

http://blogs.estadao.com.br/blog-da-garoa/as-mulheres-de-di-cavalcanti/

http://www.guiasjp.com/kv/?p=2379

http://www.freewords.com.br/literatura/biografia-de-di-cavalcanti-conheca-sua-historia

http://brazilenjoyit.blogspot.com.br/2011/08/di-cavalcanti-do-desenhista-ao-pintor.html

http://www.suapesquisa.com/artesliteratura/semana22/

Um olhar para o infinito

Exposição em Londres exibe trabalhos do fotógrafo cuja musa sempre foi a paisagem

Há quem acredite que o bom gosto musical, por sua abstração e natural pluralidade de elementos subjetivos e complexos, permita a transferência de noções de equilíbrio estético e sofisticação à apreciação de todas as outras artes. Verdade ou não, a história de Ansel Adams corrobora com essa tese, afinal sua carreira precoce na fotografia começou nas teclas do piano, tendo sido autodidata no instrumento ainda na infância. Mais adiante, aos 14 anos, munido de uma máquina fotográfica Kodak, mostrou ter um olhar arguto para o registro de paisagens que se eternizariam não apenas por sua beleza natural, mas pela capacidade que Adams tinha de encontrar enquadramentos e composições de luz e distribuição de elementos em cena que arrebatam o apreciador já em seu primeiro contato com a imagem. Esse poeta do infinito, falecido em 1984, está sendo celebrado com uma exposição especial realizada em Londres, no National Maritime Museum. Como a capital britânica não é “logo ali”, fiquemos com a apreciação de algumas das imagens mais inspiradoras que Adams registrou em sua coleção “Parmelian Prints Of The High Sierras”.

01 - Ansel Adams - Parmelian Prints Of The High Sierras 02 - Ansel Adams - Parmelian Prints Of The High Sierras 03 - Ansel Adams - Parmelian Prints Of The High Sierras 04 - Ansel Adams - Parmelian Prints Of The High Sierras 05 - Ansel Adams - Parmelian Prints Of The High Sierras 06 - Ansel Adams - Parmelian Prints Of The High Sierras 07 - Ansel Adams - Parmelian Prints Of The High Sierras 08 - Ansel Adams - Parmelian Prints Of The High Sierras 09 - Ansel Adams - Parmelian Prints Of The High Sierras 10 - Ansel Adams - Parmelian Prints Of The High Sierras

Mais no íntimo:

http://www.anseladams.com/

http://diversao.terra.com.br/arte-e-cultura/fotografo-pioneiro-levou-paisagens-dos-eua-as-galerias-de-arte,b13645c0b244c310VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ansel_Adams

http://www.rmg.co.uk/

Rebeldia punida

Novas investigações sobre morte de Natalie Wood reforçam lenda macabra

Muitos filmes geram lendas nas quais ficção e fatos verídicos mórbidos sinalizam coincidências e acasos inquietantes. Dentre os casos mais perturbadores estão o da morte do ator Brandon Lee durante as filmagens de “O Corvo”, com um projétil de festim tendo sido substituído acidentalmente por outro de verdade, e o do falecimento de todos os atores que haviam sido escalados para protagonizar o longa “Atuk”: John Belushi, Sam Kinison, John Candy e Chris Farley – o filme nem chegou a ser rodado, provavelmente porque ninguém mais queria aceitar o papel principal. No Brasil, temos o conhecido caso do protagonista do filme “Pixote”, dirigido por Hector Babenco, que trouxe o menor infrator das telas para a vida real (ou vice-versa), tendo morrido baleado pelos soldados da Rota. Mas nenhuma lenda chamou atenção da mídia e da opinião pública por tanto tempo quanto a que envolve o filme “Juventude Transviada”. Quando foi à telas, no ano de 1955, o mundo testemunhava a ascendência efervescente e escandalosa do Rock’n Roll, e o filme lotou as salas de cinema, para ira dos mais conservadores. Na história, temos três jovens que se conhecem por acaso em um distrito policial: James Dean, Natalie Wood e Sal Mineo. Os três desajustados fizeram enorme sucesso, mas, pelo visto, foram vítimas do olho gordo da audiência moralista, que reprovava a exibição de conflitos em que filhos confrontam os pais e rachas de automóveis (por mais que a provável apologia acabasse dando com os burros n’água). Antes mesmo de o filme estrear nos cinemas, James Dean morreu em um acidente automobilístico, no auge da carreira, sendo o primeiro ator a ser indicado ao Oscar postumamente (por “Vidas Amargas” e “Assim Caminha A Humanidade”). Sal Mineo também veio a ser vítima de uma morte violenta aos 37 anos, esfaqueado em um beco próximo à sua casa. E, mais recentemente, investigações sobre o falecimento de Natalie Wood reforçam a tese de que ela foi agredida antes de morrer afogada em 1981, após jantar com o marido, Robert Wagner, em seu iate. Detalhe: uma cigana havia previsto à mãe de Natalie que a filha morreria afogada. Como diz o ditado “não creio em bruxas, mas que elas existem, existem”, e também fadas, como Natalie Wood, principalmente nessas cenas dos filmes “Juventude Transviada”, “Amor Sublime Amor”, “Clamor Do Sexo”, “Gipsy” e “Bob, Carol, Ted E Alice”. RIP.

Mais no íntimo:

http://assustadoor.blogspot.com.br/2012/06/top-10-filmes-amaldicoados-de-hollywood.html

http://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2013/01/natalie-wood-pode-ter-sido-agredida-antes-de-morrer-afogada-diz-relatorio.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/Natalie_Wood

http://pt.wikipedia.org/wiki/Sal_Mineo

http://www.adorocinema.com/filmes/filme-1945/

http://pt.wikipedia.org/wiki/James_Dean

http://pt.wikipedia.org/wiki/Fernando_Ramos_da_Silva

Arte à flor da pele

Museu em Los Angeles faz exposição com telas feitas de epiderme humana

Devido à sua presença recorrente, e ascendente, na pele de pessoas das mais variadas classes sociais, faixas etárias e estilos de vida (mesmo de quem não tem estilo nenhum, sejamos francos), a tatuagem deixou de ser um elemento que carimba seu proprietário com o selo de “alternativo”, diferente ou freak. Aliás, pelo contrário: sua vulgarização caminha num processo que fará justamente os de pele virgem parecerem os estranhos. Mas, além de chamar a atenção, marcar a identidade ou até agredir socialmente (ao menos nos tempos em que era mais rara), a tatuagem há muito que busca o status de arte. E, agora, pelo visto a causa ganhou seu templo: o Craft and Folk Art Museum, na Califórnia, inaugurou recentemente a exposição Skin and Ink, que mostra a evolução histórica da tatuagem, certamente um reconhecimento que deve ter alegrado tatuadores e tatuados do mundo todo. Ao longo do tempo, as justificativas sobre o valor artístico têm apelado para o significado cultural, como no caso das obras do tatuador dinamarquês Knud Harald Lucky Gegersen, precursor no Brasil, que são consideradas verdadeiras relíquias; ou ainda para acontecimentos que atestam o interesse estético nas tattoos, mesmo que mórbidos como ocorreu na II Guerra Mundial, quando os nazistas faziam peças de decoração, como abajures, das peles tatuadas de ciganos que morriam nos campos de concentração. Há também aqueles que se impacientam com essa falta de reconhecimento mais nítido e formal, gerando algumas atitudes radicais: o crítico francês Etienne Dumont, que tem o corpo todo tatuado, considera-se uma obra de arte viva – aliás, ele é conhecido pela alcunha de Living Art. O fato é que, perto de algumas artes mais recentes, como o cinema, pode-se dizer que a tatuagem é uma anciã quase fossilizada: tem mais de três milênios e meio de história. Moderninha ou matuzalênica, há algumas tattoos que realmente são arte que não sai da pele nem da memória, veja.

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Tatoo 18 Tatoo 06 Tatoo 12 Tatoo 13 Tatoo 14 Tatoo 15 Tatoo 17

Mais no íntimo:

http://www.estadao.com.br/noticias/geral,tatuagem-vira-obra-de-arte-em-museu-na-california,980098,0.htm

http://whiplash.net/materias/biografias/000117.html

http://www.tintanapele.com/2011/06/etienne-dumont-a-arte-viva.html

http://www.mulherbeleza.com.br/tatoo/

http://delicadaskf.blogspot.com.br/2012/09/tatuagens-femininas-e-lindas.html

http://www.freetattoodesigns.org/feminine-tattoos.html

http://www.trendhunter.com/trends/sticky-sweet-lingerie-photos-suicide-girls-candy-editorial

http://airsavana.com/2012/10/04/best-woman-tattoos/best-woman-tattoos-9/

http://max-4xx.blogspot.com.br/2011/12/hot-photo-gallery-of-beautiful-tattooed_19.html

http://cdspunkhc.blogspot.com.br/2011/04/female-tattoo-designs-2011-back-top.html

http://www.tattoodonkey.com/festival-female-tattoos/40/

http://www.luckyclubtattoo.com

Tom feminino

Filme retratará nosso maior compositor a partir do olhar das mulheres.

A admiração de Tom Jobim pelas mulheres sempre foi notória, já escancarada nos títulos das canções que compunha e interpretava: Garota de Ipanema, O Samba De Maria Luiza, Tereza Da Praia, Isabella, Luiza, dentre outras célebres homenageadas. Essa admiração sincera, que passa longe, muito longe de ser meramente romântica ou sexista (pelo contrário, é um amor em sentido amplo, respeitoso e delicado) agora vai ganhar as telas em um documentário narrado a partir de depoimentos delas, as mulheres. A direção é de Nelson Pereira dos Santos, que deu o ponta-pé inicial do Cinema Novo com o filme “Rio 40 Graus”, e o roteiro foi desenvolvido por ele e por Miúcha Buarque de Hollanda, irmã de Chico Buarque, cantora que ostenta o sorriso mais cativante da bossa nova. Enquanto o filme não fica pronto, fiquemos com uma seleção composta por Beatriz, Ligia, Gabriela e Dindi, em dueto com Gal Costa, finalizando com a dobradinha mais extraordinária da MPB de todos os tempos: ele e a maior musa da música brasileira, Elis Regina, cantando Águas De Março. O que seria da nossa música sem Tom Jobim. E o que seria de Tom Jobim sem as mulheres…

 

Mais no íntimo:

http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2012/01/nelson-pereira-dos-santos-revisita-obra-de-tom-jobim-em-documentario.html

http://www.imdb.com/name/nm0673051/

http://auroradecinema.wordpress.com/tag/roteiro-miucha-buarque-de-hollanda-e-nelson-pereira-dos-santos/

http://www.cinedica.com.br/Artista-Miucha-65729.php

http://www.letras.com.br/#!biografia/miucha

http://www.jobim.com.br/

http://www.youtube.com/watch?v=5mjdErokZnE

De olho na folhinha

Calendários famosos trazem a arte nossa de cada dia

O mês de janeiro já está na metade, mas ainda dá tempo de comprar um calendário com imagens que tenham afinidade com seu estilo de vida. As opções são muitas, indo das que vão bem na parede de oficina mecânica, como a das dançarinas do Faustão posando ao lado de motos turbinadas, às de imagens agressivas e inusitadas, como a do fotógrafo italiano e publicitário (termo que odeia) Oliviero Toscani, exibindo fotos de pessoas radicalmente tatuadas, passando ainda pela dos polêmicos travestis de Fortaleza posando em imagens inspiradas na cultura sacra. Mas, se formos trocar o impacto pela sutileza, talvez ainda não tenha sido criado um calendário que superasse a delicadeza singular das fotos de Sarah Moon para a Pirelli – é fotografia, é pintura, é poesia. Comprove.

05 - Sarah Moon - Pirelli10 - Sarah Moon - Pirelli02 - Sarah Moon - Pirelli 09 - Sarah Moon - Pirelli03 - Sarah Moon - Pirelli  07 - Sarah Moon - Pirelli   08 - Sarah Moon - Pirelli

Mais no íntimo:

http://www.lematin.ch/societe/tatoues-nouveau-calendrier-toscani/story/19461955

http://extra.globo.com/famosos/bailarinas-do-faustao-esbanjam-sensualidade-em-calendario-veja-fotos-3264647.html

http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2013/01/16/travestis-de-fortaleza-lancam-calendario-com-fotos-deles-com-referencias-religiosas.htm

http://www.sara-moon.com

Adeus ao pai da festa

O mundo perde o criador do Festival de Montreaux

Na semana passada, tivemos a perda de um dos criadores do evento musical que está entre os mais ecléticos e consagrados do mundo: o Festival de Jazz de Montreaux. Claude Nobs faleceu aos 76 anos depois de complicações derivadas de um acidente ocorrido quando esquiava na neve. Mas sua herança fez e continuará fazendo a festa de milhares de pessoas, incluindo nós, brasileiros, que já tivemos diversos artistas se apresentando no festival suíço e lançando registros fonográficos dos shows que marcaram suas carreiras, como ocorreu com Paralamas do Sucesso, Titãs e Elis Regina. Assista a apresentações antológicas de Gal Costa, Rita Ribeiro (com Chico César e Zeca Baleiro) e Rita Lee em Montreaux.

Mais no íntimo:

http://musica.terra.com.br/morre-claude-nobs-fundador-do-festival-de-jazz-de-montreux,c6b21712ad02c310VgnCLD2000000ec6eb0aRCRD.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/Festival_de_Jazz_de_Montreux

A cruz de ser fashion

Dolce & Gabbana traz o cristianismo para a passarela

Heresia, oportunismo, transgressão ou simples aplicação irrestrita da criatividade, há várias formas de encarar e interpretar o uso de temas religiosos na arte e na mídia. Madonna, na música, e Jean Luc Godard, no cinema, já destilaram sua dose de polêmica com, respectivamente, o clip de “Like A Prayer” e o filme “Je Vous Salut, Marie”, e, por isso mesmo, sofreram censuras e elogios por suas ousadias. Porém, na moda este tipo de celeuma é menos recorrente, embora Dolce & Gabbana bebam da fonte benta do catolicismo com certa frequência, como ocorreu recentemente na última coleção apresentada na Semana de Moda Masculina de Milão. No entanto, a fotografia de moda vez ou outra se aventura em ensaios nos quais as modelos surgem em poses que fazem alusão à religiosidade. Pelo resultado, talvez o único sacrilégio seja não aplaudir.

Howard Schatz - The Last Supper (Underwater)

Howard Schatz: releitura radical da Santa Ceia – feminina, circense e debaixo d’água.

Helmut Newton - Monica Bellucci

Helmut Newton: Monica Bellucci em um vestido de noiva pouco virginal.

David Lachapelle - Untitled 05

David LaChapelle: as religiões naufragando numa cena extravagante.

Bettina Rheims - Untitled 18

Bettina Rheims: fé, martírio e erotismo, tudo numa mesma imagem.

Elena & Vitaly Vasilieva - 01

Helena & Vitaly: o toque divino de Miquelangelo banhado de progesterona.

Pierre et Gilles - Untitled 05

Pierre et Gilles: a noviça e o cavalo.

Julia Margaret Cameron - Venus Chiding Cupid

Julia Margaret: menos polêmica, mais inocência.

Mais no íntimo:

http://mulher.uol.com.br/moda/album/2013/01/12/semana-de-moda-masculina-de-milao-mostra-as-novidades-para-o-inverno-2013.htm#fotoNav=10

http://penelopeestilosa.com.br/tag/dolce-gabbana/

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-40141989000100008&script=sci_arttext

Um homem com o maior cartaz

Livro fala do rei brasileiro das pin ups.

José Luiz Benício da Fonseca é o equivalente brasileiro de Gil Elvgren, o genial ilustrador norte-americano que se especializou em desenhar pin ups com um primor desconcertante. Agora, sua vida e obra estão eternizadas no recém-lançado livro “E Benício Criou As Mulheres”. Nele, poderão ser conferidos alguns de seus trabalhos mais célebres, dentre eles aquele que lhe deu maior notoriedade: o cartaz do filme “A Super Fêmea”, de 1974, o qual era estrelado por Vera Fisher. Aliás, os cartazes de filmes também repercutiram fortemente a qualidade de seu trabalho, como no caso dos vários criados para as produções dos Trapalhões. Uma amostrinha das pin ups de Benício pode ser conferida logo abaixo. Detalhe: com quase 80 anos de idade, e já tendo sofrido um AVC, ele continua a desenhar e a manter a missão de transmitir sua técnica aos novos talentos.

 José Luiz Benício da Fonseca - Pin-up 02 José Luiz Benício da Fonseca - Pin-up 03 José Luiz Benício da Fonseca - Pin-up 04 José Luiz Benício da Fonseca - Pin-up 05 José Luiz Benício da Fonseca - Pin-up 06 José Luiz Benício da Fonseca - Pin-up 07 José Luiz Benício da Fonseca - Pin-up 08 José Luiz Benício da Fonseca - Pin-up 10 José Luiz Benício da Fonseca - Pin-up Brastemp

Mais no íntimo:

http://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2013/01/03/minhas-mulheres-nunca-tiveram-celulite-diz-rei-das-pin-ups-brasileiras.htm

http://pinadescoladas.blogspot.com.br/2011/02/benicio.html

http://www.cineplayers.com/filme.php?id=13321