Gioconda’s Covers

Releituras brazucas da Mona Lisa avolumam número de paródias do quadro mais famoso do mundo.

Uma exposição na galeria Urban Arts (Vila Madalena, São Paulo) estará exibindo, de 5 a 16 de fevereiro, uma seleção de versões do quadro mais célebre de Leonardo da Vinci desenvolvidas por ilustradores brasileiros. A proposta certamente foi inspirada nas recorrentes paródias que homenageiam a Gioconda ao redor do mundo, e essa quase tradição já vem de longa data, sendo uma das mais famosas a “criada” por Marcel Duchamp, principal nome do dadaísmo: em 1919, ele colocou um bigodinho sobre a obra original e só. Foi o bastante para causar uma tsunami de críticas e tornar a peça quase tão clássica quanto a Mona Lisa original. Aqui vão 50 invencionices divertidas e curiosas.

Zumbie

Mona Dead

Abstract

Mona Abstract

Avatar

Mona Avatar

Balloon

Mona Balloon

Beer

Mona Beer

Beldade

Mona Beauty

Nerd

Mona Nerd

Carnaval

Mona Carnaval

Cat

Mona Cat

Claus

Mona Claus

Coke

Mona Coke

Cubista

Mona Picasso

Cyborg

Mona Cyborg

Dali

Mona Dali

Dark

Mona Witch

Dead

Mona Zombie

Doll

Mona Doll

Dread

Mona Dread

Duck

Mona Duck

Esfinge

Mona Esfinge

Freak

Mona Octopus

Goldberg

Mona Goldberg

Gótica

Mona Gótica

Guitar Hero

Mona Guitar Hero

Hard-rock

Mona Hard Rock

Harley Davidson

Mona Davidson

Hilton

Mona Hilton

HQ

Mona HQ

Joker

Mona Joker

Kitty

Mona Kitty

Legalize

Mona Marley

Lego

Mona Lego

London

Mona London

Maravilha

Mona Maravilha

Monster

Mona Monster

Morte

Mona Morte

Pig

Mona Piggy

Pop Art

Mona Pop Art

Rabbit

Mona Rabbit

S. A.

Mona S. A.

Sem cabeça

Mona Sem Cabeça

Simpson

Mona Simpson

Skeezix

Mona Felina

Surreal

Mona Surreal

Tattoo

Mona Tattoo

Thurman

Mona Thurman

Vader

Mona Vader

Vamp

Mona Vamp

Warhol 

Mona Warhol

Mona Kiss My Ass

Mona Kiss My Ass

Mais no íntimo:

http://f5.folha.uol.com.br/humanos/1222777-ilustrador-brasileiro-faz-versao-da-monalisa-vestida-de-slash-veja-outras.shtml

http://www.google.com.br/search?q=mona+lisa+fun&hl=en&tbo=u&rlz=1R2ADFA_pt-BRBR453&tbm=isch&source=univ&sa=X&ei=toIJUb63HIS29QTYu4GgAg&ved=0CCkQsAQ&biw=1024&bih=545

http://www.marcelduchamp.net/L.H.O.O.Q.php

http://www.megamonalisa.com/mona-chameleon_3/

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Sabe que dia é hoje?

A coincidência de três temas comemorativos torna 30 de janeiro o Dia de Glauco

O calendário está repleto de temas comemorativos para praticamente todas as datas do ano, eles vão de Dia do Astronauta a Dia do Segurado, de Dia do PX a Dia do Revendedor, dentre tantas outras homenagens curiosas ou estapafúrdias. Mas 30 de janeiro compreende a celebração de três datas que fazem lembrar um certo cartunista que incomodava na mesma proporção que divertia e conscientizava: hoje é Dia da Saudade, Dia da Não Violência e Dia Nacional dos Quadrinhos, ou seja, dia de Glauco Villas Boas. O paranaense de Jandaia do Sul foi assassinado com seu filho dois dias depois de seu aniversário, em 12 de março de 2010, deixando uma lacuna no cenário das tirinhas que nunca mais foi preenchida, gerando comoção, revolta e perplexidade em todo o país. Em homenagem à data, à saudade, à não violência e aos quadrinhos brasileiros, uma seleção de tirinhas dos dez personagens mais famosos de Glauco.

Casal neuras

Casal Neuras – Quadrinhos que viraram quadro humorístico da Globo

Geraldão

Geraldão – O sedentário edipiano.

Geraldinho

Geraldinho – Versão light do personagem mais famoso de Glauco.

Doy Jorge

Doy Jorge – Um junkie muito mal acompanhado.

edmar bregmam

Edmar Bregmam – Um pseudo-gênio do cinema (como tantos por aí).

Zé do Apocalipse

Zé do Apocalipse – Previu o fim do mundo muito antes de ele não acontecer.

Dona Marta

Dona Marta – A tarada do escritório que não perdoava office-boy ou estagiário.

Ficadinha  

Ficadinha – A adolescente da pá virada.

Netão

Netão – Sempre metido na web com seu PC a manivela.

Los tres amigos

Los Três Amigos – Glauco, Angeli e Laerte muy cumpadres.

 

Mais no íntimo:

http://www2.uol.com.br/glauco/

http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2010/03/12/cartunista-glauco-e-assassinado-em-osasco-na-grande-sao-paulo.htm

http://www.ponteiro.com.br/todas_datas.php

http://pt.wikipedia.org/wiki/Glauco_Villas_Boas

Para darks, góticos, pops e afins

The Cure se apresenta em São Paulo e Rio em abril próximo.

Festivais de rock dificilmente são festivais de rock de verdade. Sempre tem infiltrado algum artista que não tem nada a ver com o gênero (vide o caso de Claudia Leite no Rock In Rio, só para citar um exemplo infeliz) ou são tão segmentados que se transformam em festival de outra coisa, como na noite do Metallica, também no Rock In Rio, que acabou virando a noite do heavy metal. Nessa irregularidade que intercala descaracterização e extremismo, talvez o único bom exemplo de festival pop-rock realmente equilibrado era o Hollywood Rock: apesar de ostentar já no título o nome de uma marca de cigarro, tinha uma curadoria artística exemplar, que parecia não seder a negociações, oportunismos, preguiça ou simples desconhecimento do meio musical. E dentre as seleções mais significativas (foram oito eventos no total, cada qual com três a quatro noites de festa), a última noite da edição de 1996 (por sinal, a despedida do Festival, pois nunca mais foi realizado) foi composta por uma constelação de astros no palco que provavelmente jamais se repetirá: Pato Fu, Supergrass, White Zombie, Smashing Pumpkins e The Cure. Embora nos reste chorar pelo fim do Hollywood Rock, cuja coerência seletiva nunca mais se repetiu nos eventos que o sucederam, ainda é possível celebrar o retorno ao Brasil da banda que fechou o festival em grande estilo. Sim, o The Cure fará shows no dia 4 de abril no Rio de Janeiro, na HSBC Arena, e no dia 8 do mesmo mês em São Paulo, no Morumbi. O primeiro clip a seguir é considerado um dos melhores de todos os tempos pela New Musical Express, os demais retratam os delírios e extravagâncias de Robert Smith e sua trupe, incluindo “Lovesong”, música que ficou ainda mais famosa na voz de Adele.

 

Mais no íntimo:

http://guia.uol.com.br/noticias/2013/01/28/the-cure-faz-shows-em-sp-e-rio-em-abril.htm

http://pt.wikipedia.org/wiki/Hollywood_Rock

Templos de esquisitices

Morte do criador do Museu do Apartheid faz lembrar de acervos polêmicos.

Há lembranças que todo mundo gostaria de esquecer. Uma delas é a do Apartheid, regime racista que segregava os negros na África do Sul e que foi extinto quando Nelson Mandela chegou ao poder. Mas o milionário da indústria cosmética Abe Krok não quis nem saber e criou um museu, em Johannesburgo, destinado justamente a preservar a memória daquele estúpido período sobre o qual os sulafricanos querem jogar uma pá de cal em cima. Claro que gerou polêmica, aliás Krok levou a celeuma de sua iniciativa para a sepultura, já que faleceu na semana passada aos 83 anos de idade. Mas este não foi um caso único de museu que dá o que falar pelo inusitado da ideia. Se você acha que museus são espaços nobres dedicados exclusivamente a exibir artes e antiguidades, chegou a hora de rever seus conceitos.

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Museu da Criptozoologia – Localizado em Portland, EUA, exibe (se é que isso é possível) seres que não existem, como o sujeito aí da foto: o Pé Grande, também conhecido como Sasquatch, um primo terráqueo do Chewabaca.

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Museu da Morte – Fundado em San Diego, EUA, em um extinto necrotério, expõe utensílios de tortura, guilhotinas, equipamentos usados por serial killers e outras belezuras mórbidas. Tem quem goste.

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Museu da Arte Ruim – concebido em Dedham, também nos EUA (eles são chegadinhos numa bizarrice), orgulha-se de abrigar mais de 600 peças que formam o pior acervo de arte do planeta, embora, convenhamos, haja muito artista por aí que faria ruborizar o curador deste museu.

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Museu do Pênis – fica numa aldeia pesqueira de Husavik, na Islândia (terra da Björk, a esquisitinha que possui a voz mais singular do planeta). Taxidermistas de orientação sexual duvidosa empalharam membros de animais gigantescos, mas também de outros microscópicos, para serem democráticos. Enfim, tem de todos os tamanhos e espécies.

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Museu dos Vampiros – na capital francesa, um verdadeiro templo para os asseclas do Conde Drácula, com centenas de filmes e objetos que fazem alusão à turma que não resiste a uma bela jugular. Em tempos de saga Crepúsculo, a arrecadação com os ingressos deve estar sugando milhares de adolescentes.

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Museu do Purgatório – Em Roma, com relíquias que atestam a vinda de almas do purgatório para atormentar o mundo dos vivos, como este livro, no qual se pode ver o sulco feito por uma mão humana incandescente. Relatos do além-túmulo dão conta de arrepiantes torturas para a redenção dos pecados, como infindáveis shows de música sertaneja. Brrrrrr…

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Museu do Vibrador – fica em San Francisco, EUA, e, sim, exibe peças exatamente daquilo que você está pensando. Na foto, um modelo a vapor. Como dizia aquele comercial, “incomodada ficava a sua avó!”.

Mais no íntimo:

http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2013/01/27/morre-na-africa-do-sul-polemico-criador-do-museu-do-apartheid.htm

http://www.caixadepandora.xpg.com.br/top-10-dos-museu-mais-bizarros-pelo-mundo/

http://super.abril.com.br/blogs/superlistas/13-museus-bizarros/

http://g1.globo.com/planeta-bizarro/noticia/2012/10/lista-reune-museus-mais-bizarros-do-mundo.html

http://noticias.uol.com.br/tabloide/album/2012/07/22/conheca-os-10-museus-mais-bizarros-do-mundo.htm#fotoNav=2

http://www.vocecurte.com/2011/03/os-museus-mais-bizarros-do-mundo.html

http://www.recreio.com.br/licao-de-casa/faca-uma-visita-virtual-a-8-museus-bizarros-que-existem-pelo-mundo

http://www.terror666-ripper.blogspot.com.br/2012/06/os-museus-mais-macabros-e-bizarros-do.html

A força está de volta

A saga Star Wars continuará, e com J. J. Abrams no comando.

Em uma galáxia muito, muito distante, as surpresas nunca terminam. Concebido originalmente para ser uma saga de nove filmes (fato revelado em edição especial da revista Set), e tendo o episódio de número quatro como o primeiro produzido, “Guerra Nas Estrelas” vem de tempos em tempos levando os fãs ao êxtase com novidades tão impactantes fora das telas quanto dentro delas. Há anos, George Lucas, o brilhante criador desta epopeia do sci-fi, havia negado a possibilidade de serem produzidos os três filmes que faltariam para completar o projeto (apenas seis foram rodados), mas, agora, a notícia oficial é a de que J. J. Abrams, o responsável por sucessos de público como “Lost” e “Super 8”, foi oficialmente escalado para dirigir o Episódio VII. O roteiro está por conta de Michael Arndt, escritor ganhador do Oscar por “Pequena Miss Sunshine” e que também roteirizou “Toy Story III”, uma tremenda façanha, visto que conseguiu criar uma história de narrativa ainda mais empolgante e profunda que os dois filmes antecessores. Enquanto mais notícias não chegam sobre essa que será certamente uma colossal empreitada cinematográfica, confira o quanto “Star Wars” já impregnou o inconsciente coletivo com referências que a tornam indiscutivelmente mitológica. E que a força esteja (de novo) com você.

Mais no íntimo:

http://www.pop.com.br/mundopop/noticias/cinema/J-J-Abrams-sera-o-diretor-de-Star-Wars-Episodio-VII-897956.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/Michael_Arndt

 http://pt.starwars.wikia.com/wiki/George_Lucas

http://www.youtube.com/watch?v=wozodtOVBVI

Além do concreto

São Paulo aniversariou em grande frisson, mas as homenagens mais puras são silenciosa.

Shows, pirotecnia e suntuosas imagens feitas de helicóptero. Após todo este agito ocasionado pelo aniversário de São Paulo, chegou a hora de abaixar a poeira e dar uma olhada nas homenagens que não duram apenas o período de um dia. São aquelas que ficam guardadas na memória, e que perduram por espelharem quem o aniversariante verdadeiramente é. Aqui estão fotografias da maior cidade do país exibindo uma sensibilidade que atravessa o concreto e revela uma megalópole sensível a quem sabe apreciá-la com sinceridade. São dez fotógrafos com acentuada acuidade no olhar, capazes de transformar cenários urbanos em pintura e poesia. Quem gosta de São Paulo vai se enxergar aqui.

C

Cássio Vasconcellos – Piscina Da USP.

German Lorca - Apartamentos Na Rua Albuquerque Lins

German Lorca – Apartamentos Na Rua Albuquerque Lins.

Choque - Pixacao (fotógrafo paulistano especializado no assunto) 

Choque – Pixação (registro de fotógrafo paulistano especializado no assunto).

Fabio Okamoto - Cidade Oculta

Fabio Okamoto – Cidade Oculta.

Fabio Stachi - Beleza No Caos (prédios abandonados de São Paulo como locação)

Fabio Stachi – Beleza No Caos (prédios abandonados de São Paulo como locação).

Felipe Morozini - Minhocão

Felipe Morozini – Minhocão.

Gaspar Gasparian - Sol Nascente

Gaspar Gasparian – Sol Nascente.

Fernando Scavone  - R. Cons. Furtado

Fernando Scavone  – R. Cons. Furtado.

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Otavio Valle – Fotografia Inspirada Na Música Saudosa Maloca, de Adoniram Barbosa.

Raul Junior - Avenida Paulista

Raul Junior – Avenida Paulista. Apartamento com vista pro MASP.

 

Mais no íntimo:

http://photos.uol.com.br/materias/ver/65272

http://vejasp.abril.com.br/atracao/parte-feira-de-arte-contemporanea

http://www.artrio.art.br/sao-paulo-pelas-lentes-de-german-lorca/

http://epocasaopaulo.globo.com/cultura/musicas-de-adoniran-barbosa-inspiram-fotos-no-sesc-consolacao/

http://fabianoalcantara.wordpress.com/2012/12/04/gaspar-gasparian-a-metropole-em-preto-e-branco/

http://www2.unesp.br/revista/?p=5739

http://www2.unesp.br/revista/?p=5739

http://www.photochannel.com.br/index.php/entrevista/entrevista-fabio-stachi-e-a-beleza-no-caos

http://oldmanphotos.wordpress.com/2009/09/09/fernando-scavone-parte-um/

http://imafotogaleria.wordpress.com/author/imafotogaleria/page/32/

http://vejasp.abril.com.br/blogs/vejinha/a-avenida-paulista-pelos-paulistanos/

http://www.minhocao.com/2010_01_01_archive.html

Ladrões de bom gosto

Assaltantes de obras de arte são caçados enquanto fazem fortuna no mercado negro.

Quem tirou a sorte grande na Mega-Sena da Virada, o maior prêmio de loteria já sorteado no Brasil, levou uma bolada de R$ 81,5 milhões. O suficiente para comprar cerca de 2.750 carros populares ou… um quadro de Paul Cézanne. Com qual das duas opções você ficaria? Claro que, colocada desta forma, a escolha pelo quadro parece estapafúrdia. Mas os 40 milhões de Euros avaliados pela obra “Filho De Paul Cézanne Em Cadeira Alta”, que foi roubada na Austrália em 2004, estão entre os mais vantajosos investimentos financeiros do planeta. Afinal, basta confrontar o preço das tintas e da tela com a valorização obtida para se identificar um pulo estratosférico: o que, pelos materiais, valeria menos do que uma simples maçaneta acaba custando o equivalente a milhares de casas populares. Não há investimento no mundo todo capaz de acompanhar tamanha valorização. Com isso, o interesse dos amigos do alheio acaba sendo natural. O roubo de sete obras na Holanda em outubro do ano passado, que juntas somam o equivalente a 18 milhões de Euros, revelou, segundo investigações da polícia romena, que o crime organizado tem forte apreço por este tipo de produto, mesmo com toda a dificuldade de comercialização no mercado negro. Mas, por mais valiosas e rentáveis que sejam as obras, parece inexplicável que alguém queira comprá-las sem poder exibi-las. Afinal, muito provavelmente a grande graça de um ricaço obter uma obra de artista famoso para sua coleção está na possibilidade de ostentar sua aquisição perante os amigos, a sociedade e a imprensa, o que é impossível se for uma peça roubada. Parece, porém, que esse limitador da diversão não diminui o interesse dos endinheirados. C’est la vie: crianças colecionam figurinhas, milionários colecionam obras de arte. Guernica de Picasso é a figurinha No. 10 do Zequinha. Porém, os marchands, colecionadores e curadores não correspondem exatamente ao estereotipo de seres que amam suas peças mais que tudo e o resto que se exploda. Em agosto do ano passado, um incêndio consumiu parte do acervo de um dos maiores colecionadores de obras de arte do Brasil: Jean Boghici. Enquanto seu apartamento era consumido pelas chamas, e sendo indagado sobre o sentimento de ver suas relíquias virarem cinza diante de seus olhos, Boghici confidenciou para as câmeras: “e eu lá vou querer saber de obra de arte? Estou triste é pelo meu gato que morreu queimado”. Conheça algumas das obras de arte mais caras do mundo, confira o valor e veja se combinam com o sofá da sala, caso queira adquirir alguma.

Monsa Lisa - Leonardo da Vinci

Mona Lisa – Leonardo da Vinci: US$ 670 milhões. Logicamente que não está à venda, este é um valor estimado, mas o fato é que, acredite, até o quadro mais famoso de todos os tempos já foi roubado: por um funcionário do Museu do Louvre, em 1911, que saiu com a obra debaixo do casaco. Foi recuperada dois anos depois.

Nº 5, 1948 - Jackson Pollock

Nº 5, 1948 – Jackson Pollock: US$ 151,4 milhões. Foi vendido em 2006 por US$ 140 milhões, sendo este novo valor resultante da valorização e das correções pela inflação. O divertido é que essa obra pode ser vista em alguns catálogos na horizontal e, em outros, na vertical. Se duvidar, até deve ter já sido exposta de cabeça para baixo. Para evitar esse absurdo, faltou o artista colar um post-it indicando “este lado para cima”.

Woman III - Willem de Kooning

Woman III – Willem de Kooning: US$ 148,7 milhões. Detalhe curioso: este quadro nunca foi roubado mas já foi expulso. Havia sido exposto no Irã, mas, com a revolução islâmica de 1979, a exibição da pintura foi proibida pelo governo do aiatolá Khomeini.

Portrait Of Adele Bloch-Bauer - Gustav Klimt2

Portrait Of Adele Bloch-Bauer – Gustav Klimt: US$ 135 milhões. Obra de 1907 pintada por um dos mais célebres artistas da Art Nouveau.

OGrito - Edvard Munch 

The Scream – Edvard Munch: US$ 120 milhões. Adquiriu essa quantia exorbitante em um leilão da Sotheby’s. Foi roubada em 2004 e recuperada em 2006.

Garçon À La Pipe - Pablo Picasso

Garçon À La Pipe – Pablo Picasso: US$ 104,1 milhões. Outra obra do início do século passado, tendo sido pintada pelo criador do cubismo.      

Portrait Of Dr. Gachet - Vincent van Gogh

Portrait Of Dr. Gachet – Vincent Van Gogh: US$ 82,5 milhões. Foi vendido por esta cifra em 15 de maio de 1990. E pensar que esse gênio não vendeu um só quadro quando vivo…

O Lavrador De Café – Cândido Portinari

O Lavrador De Café – Cândido Portinari: US$ 5,5 milhões. É um dos mais valiosos quadros brasileiros, tendo sido roubado em dezembro de 2007, e resgatado em janeiro do ano seguinte. Foi levado do Masp, acompanhado de um Picasso de US$ 50 milhões, com uma facilidade desconcertante.

Abaporu - Tarsila do Amaral

Abaporu – Tarsila do Amaral: R$ 2,5 milhões. Atingiu esse valor em um leilão em Nova York, no qual a obra foi adquirida por um… argentino. 

Le Jardin - Henri Matisse

Le Jardin – Henri Matisse: R$ 2 milhões. Claro que, em paralelo aos demais quadros aqui exibidos, essa cifra chega a parecer uma bagatela. Lógico que não o é, e essa obra de Henri Matisse está aqui para lembrar que o crime não compensa (muito): ela foi recuperada em Londres há alguns dias. E fiquemos por aqui, antes que alguém resolva calcular quantos meses de salário seriam necessários para adquirir essas obras.

Mais no íntimo:

http://www.publico.pt/cultura/noticia/quadro-de-cezanne-avaliado-em-40-milhoes-de-euros-roubado-na-australia-1187167

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1211228-tela-de-matisse-roubada-ha-25-anos-e-recuperada-em-londres.shtml

http://dicasdeartes.arteblog.com.br/627801/os-7-quadros-mais-famosos-do-mundo/

http://exame.abril.com.br/seu-dinheiro/noticias/os-10-quadros-mais-caros-do-mundo-ja-vendidos-no-mundo

http://movimentohotspot.com/noticias/o-grito-e-o-quadro-mais-caro-mundo/

http://diversao.terra.com.br/arte-e-cultura/romenia-diz-que-ha-mais-suspeitos-no-roubo-de-obras-de-arte-na-holanda,406802380786c310VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html

http://economia.ig.com.br/quadro-leiloado-nesta-terca-sera-o-mais-caro-vendido-no-pais/n1237852444939.html

http://www.estadao.com.br/noticias/geral,conheca-os-principais-roubos-de-obras-de-arte,554376,0.htm

http://www.putsgrilo.com/curiosidades/artes-os-quadros-mais-caros-da-historia/

http://g1.globo.com/loteria/noticia/2012/12/mega-sena-da-virada-sai-para-tres-apostas.html

http://portalakalanta.blogspot.com.br/2011/11/os-10-quadros-mais-caros-do-mundo.html

http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2012/08/incendio-atinge-apartamento-de-colecionador-de-arte-no-rj.html

http://www.youtube.com/watch?v=2E_K3FQVqk8

Gênios saindo do baú

Depois de David Bowie, é a vez de Prince dar as caras novamente.

Diante de um cenário musical apático, tem coisa melhor que a notícia de um grande mito voltando à ativa para mostrar quem sabe das coisas? Tem sim: duas notícias. A primeira foi divulgada há alguns dias, com a boa nova de que David Bowie está às vésperas de lançar um álbum depois de anos sem gravar; e, agora, como se não bastasse é a vez de Prince voltar a dar as cartas, com uma nova faixa intitulada “Screwdriver” e a perspectiva de que retorne à cena em um novo disco. A boa coincidência das duas ótimas notícias dadas em intervalo de tempo tão curto é coerente com as semelhanças entre os dois artistas: ambos são multi-instrumentistas, compositores, cantores e atores, com o raríssimo mérito de edificarem carreiras coroadas tanto pela crítica quanto pelo público. Porém, enquanto Bowie foi um mutante que incorporou diversos personagens ao longo de sua discografia, Prince, que era o artista favorito de Michael Jackson, representava sempre a si mesmo: egocêntrico, exótico e sexista, sendo que sua irregularidade se fez presente com uma série de atitudes excêntricas que ofuscaram seu brilhantismo musical. A que mais repercutiu foi a decisão de trocar seu nome por um símbolo, o que gerou uma série de embaraços, já que seu nome não mais podia ser pronunciado, mas sim mostrado, fazendo com que o “ex-Prince” passasse a atender pela alcunha de “O Artista”. Esquisitices à parte, Prince (e Bowie, claro) é a rara confluência entre talento musical e performance de palco e estúdio bem ao gosto do showbusiness. A prova viva de que é possível fazer música para as massas com alta qualidade, por mais que a gigantesca maioria dos artistas que estão no panteão do pop desmintam radicalmente esta afirmativa. Para matar saudade de seu talento inigualável, aqui estão alguns clips que marcaram sua trajetória. No último vídeo, é possível ver, no formato do palco, o já citado símbolo que substituiu o nome de Prince. Ah, pelo visto ele vai voltar a se chamar Prince mesmo.

 

Mais no íntimo:

http://20pr1nc3.com/indexie.html

http://g1.globo.com/musica/noticia/2013/01/prince-lanca-musica-nova-ouca-screwdriver.html

http://www.youtube.com/watch?v=AmXVMD7Tu3g&list=PL6E812C807F54C608&index=12

Nossos ídolos ainda são os mesmos

Superman faz 75 anos e Mônica faz 50, a geriatria chega aos quadrinhos.

Nem kryptonita, nem a turma do Cebolinha, nada detém a longevidade de Superman, Mônica e tantos outros personagens que atravessam gerações sem criar uma ruga na face nem atingir um mínimo de rejeição pública pela senilidade. A princípio, parece difícil entender os motivos de não haver um desgaste com tanto tempo de exposição midiática, principalmente em um mundo no qual o ídolo pop de hoje se torna ultrapassado em questão de meses. Uma das respostas pode já estar na introdução deste texto: os personagens da ficção, ao contrário dos da vida real, permanecem sempre com o viço da juventude, não mudando sua aparência física (mesmo que Maurício de Souza tenha criado uma versão teen da Turma da Mônica). Eles são, naturalmente, inoxidáveis e imortais. Há, porém, autores que subvertem este ambiente seguro e confortável no qual vivem suas crias, como é o caso do cartunista Angeli, que matou uma de suas mais famosas personagens, a etílica Rê Bordosa, e ainda desenha a si próprio em algumas das tirinhas publicadas na Folha de São Paulo com uma aparência nada jovial. Outro motivo para tantos anos no Olimpo da queridice popular pode estar no fato de que, tal qual a paixão pelos times de futebol, o culto aos personagens da ficção também é uma transferência que ocorre de pai para filho: as crianças ganham brinquedos, roupas e souvenires de todo tipo estampando o herói que seus progenitores tanto querem bem, tornando-se assim também seus adoradores incondicionais. Idolatrar é um exercício hereditário, quase que como repassando um referencial de comportamento e ideais de uma geração para outra. Superando os quadrinhos e a literatura, é o cinema quem mais tem criado novos mitos para o público, como é o caso de Shrek e Luke Skywalker, mas o que a sétima arte faz de melhor é reascender a febre pelos heróis já consagrados, como ocorreu mais recentemente com os Vingadores, apesar de por vezes sucumbir a vexames constrangedores, como aconteceu com Spirit. Teste seus conhecimentos sobre a idade e a gênese de alguns personagens que resistem ao tempo (são registros de seu início de carreira, não se assuste), vendo primeiro suas imagens e depois conferindo as informações na legenda.

Popeye

Popeye – 84 anos, criado por Elzie Segar e inspirado em um vizinho mentiroso e fumante de cachimbo que conheceu na infância.

Batman 02

Batman – 81 anos, criado a partir de desenhos de Frank Foster e tendo passado por diversas transformações (atualmente é gótico, desce o sarrafo na bandidagem e está divorciado do Robin).

 Homem de Ferro

Homem de Ferro – o personagem de Stan Lee está completando 50 anos, e longe das ferrugens graças a Robert Downey Jr.

Hércules 02

Hércules – mais de 3.000 anos, criado no período da Grécia Antiga, sendo, provavelmente, o mais antigo herói da humanidade.

Capitaão Nascimento

Capitão Nascimento – 6 anos, quando o filme Tropa De Elite, roteirizado por Braulio Mantovani, estreou nos cinemas (o personagem foi inspirado pelo ex-comandante do Bope e atual consultor de segurança da Globo, Rodrigo Pimentel).

Frankenstein

Frankenstein – 195 anos, nasceu quando sua mãe, Mary Shelley, tinha apenas 21 aninhos.

Patolino

Patolino – 76 anos, começando sua histriônica carreira em um desenho intitulado “Gaguinho E A Caça Ao Pato”.

Chaves

Chaves – 42 anos, saindo do barril para o mundo quando a série do ator Roberto Bolaños começou a ser exibida na TV mexicana.

Emília

Emília – 93 anos, com seu nascimento contando a partir da publicação do primeiro livro do Sítio do Picapau Amarelo, de Monteiro Lobato.

Rê Bordosa

Rê Bordosa – Se viva, a queridinha de Angeli estaria completando 29 anos em 2013. RIP.

 

Mais no íntimo:

http://ocapacitor.uol.com.br/quadrinhos/galeria-super-homem_completa_75_anos_em_2013_veja_sua_evolucao_visual-7584.html

http://diversao.terra.com.br/arte-e-cultura/monica-a-personagem-dentuca-e-brigona-faz-50-anos,17b8803c90b5c310VgnCLD2000000ec6eb0aRCRD.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/Popeye

http://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=65033

http://www.duluth.lib.mn.us/programs/frankenstein/shelleybio.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/Her%C3%B3i

http://pt.wikipedia.org/wiki/Batman

http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/mitologia-grega/hercules.php

http://www.suapesquisa.com/grecia/

http://pt.wikipedia.org/wiki/Homem_de_Ferro

http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2010/10/18/em-entrevista-ao-uol-o-verdadeiro-capitao-nascimento-diz-que-e-mais-feliz-longe-do-bope.htm

http://pt.wikipedia.org/wiki/Daffy_Duck

http://pt.chespirito.wikia.com/wiki/El_Chavo_Del_Ocho

Arte de gigantes

Mural em homenagem a Niemeyer é tão grande quanto o talento de seu autor

No próximo dia 25 de janeiro, São Paulo comemorará seus 459 anos homenageando o recém-falecido arquiteto Oscar Niemeyer com uma obra colossal: um painel pintado em cores vivas na lateral de um edifício na região da Avenida Paulista. Nada mais justo, nem mais adequado, afinal a capital que é tomada de arranha-céus por todos os cantos teve em Niemeyer um de seus maiores artistas do concreto, responsável por projetos como o Edifício Copan e o Memorial da América Latina. Mas o que não pode ficar à sombra é o talento do autor desta tela de proporções nababescas: Eduardo Kobra. Suas dezenas de obras espalhadas por São Paulo fazem da cidade uma galeria a céu aberto, à disposição dos apreciadores 24 horas por dia, sem cobrança de ingresso ou filas (mesmo que merecendo-as). Proporcional ao talento e à dimensão física das obras é o engajamento de Kobra com causas nobres, sejam elas a cultura ou a questão ecológica, o que faz dele mais do que um artista talentoso, é um artista necessário. Façamos um breve passeio por algumas das imagens que Eduardo Kobra cravou nas paredes, chão, tapume ou qualquer outra superfície aderente o suficiente para suas tintas, referências e sagacidade estética que desrespeita qualquer dimensão física.

Eduardo Kobra - Oscar Niemeyer 02

Niemeyer com uma homenagem à sua altura.

Eduardo Kobra - Mural NYC

Beijo Na Times Square – O rompante romântico de um marinheiro, registrado por Alfred Eisenstaedt, em uma releitura de cores extravagantes.

Eduardo Kobra - Mario Lago

Mario Lago, o ator/compositor imortalizado pela “Amélia” e que virou nome de prêmio dos ícones da TV.

Eduardo Kobra - Adoniran Barbosa

O Trem Das Onze, por ocasião das homenagens ao centenário de Adoniran Barbosa.

Eduardo Kobra - Tourada

Contra as touradas, vergonha espanhola.

Eduardo Kobra - Rodeios

Contra os rodeios, vergonha brasileira.

Eduardo Kobra - RIP 02

Deboche e lamento pelo Rio Pinheiros.

Eduardo Kobra - Belo Monte Em Alta Mira

Polêmica no Pará, e o Xingu vai para a cidade grande.

Eduardo Kobra - Atenas

Painel em Atenas exibe a “evolução” humana.

Eduardo Kobra - Navio Baleeiro

Navio baleeiro, sangue no oceano, ferida na consciência.

Eduardo Kobra - 3D Na Praça Do Patriarca

Obra 3D na Praça do Patriarca.

Eduardo Kobra - Grafite Sem Autorização

Grafite feito sem autorização (e precisa?).

Eduardo Kobra - Jimmi Hendrix

Ao fundo, o gigante da guitarra; à frente, o gigante da pintura muralista.

Mais no íntimo:

http://noticias.uol.com.br/album/album-do-dia/2013/01/21/imagens-do-dia—21-de-janeiro-de-2013.htm?abrefoto=76

http://www.flickr.com/photos/studiokobra/

http://eduardokobra.zip.net/

http://guia.folha.uol.com.br/passeios/ult10050u581874.shtml

http://vejasp.abril.com.br/materia/kobra-em-um-muro-perto-de-voce

http://www.galeriandre.com.br/eduardo-kobra/

http://oglobo.globo.com/pais/muralista-homenageia-oscar-niemeyer-na-parede-de-predio-em-sao-paulo-7336997